Site voltado para os estudos psicopedagógicos. Tem o objetivo de auxiliar no processo ensino-aprendizado apresentando textos que discutem questões que estão no campo pedagógico, da psicologia da educação e psicopedagógico.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
SER EDUCADO É DIZER O QUE SE DEVE DIZER
SER EDUCADO
É DIZER O QUE SE DEVE DIZER – primeiro ato de revolta
DIR/
valdirfilosofia@hotmail.com
NO ARTIGO
ANTERIOR
No artigo anterior permitimo-nos a refletir que:
- O Pensamento Educacional não é unanimidade.
- Ser Educador pressupõe algo além de ser professor.
- É problemático ser “Tia” em creche quando a comunidade em seu entorno não reconhece o trabalho educativo das “Tias” da Creche.
- Os pais têm por obrigação de participar do processo formativo e educativo dos filhos, direito desses.
E POR FALAR
EM DIREITO
Na Constituição Federal de 1988, a Carta vigente, em
seu artigo 5º diz serem todos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza. Eis o princípio da isonomia.
Há exemplos ótimos para refletir.
1. Se eu chego atrasado para realizar o vestibular e sou impedido de entrar, por que o outro , na mesma situação, pode entrar?
2. Se chego atrasado para realizar o vestibular, por que posso entrar, mesmo sabendo das regras e quem está lá se esforçou por chegar na hora?
3. Por que o juiz pode aceitar minha inscrição se eu não a fiz no tempo certo enquanto de outros ele não aceita?
1. Se eu chego atrasado para realizar o vestibular e sou impedido de entrar, por que o outro , na mesma situação, pode entrar?
2. Se chego atrasado para realizar o vestibular, por que posso entrar, mesmo sabendo das regras e quem está lá se esforçou por chegar na hora?
3. Por que o juiz pode aceitar minha inscrição se eu não a fiz no tempo certo enquanto de outros ele não aceita?
Vocês já ouviram esse negócio de um peso e duas
medidas? Pois é, existe muito isso ainda em nossa sociedade brasileira. Há muitos
brasileiros e autoridades brasileiras desrespeitando esse artigo da
constituição.
Agora eu
pergunto:
Quem
desobedece à lei não deve ser preso? Ou receber punição?
Oras bolas,
1. Se uma criança tem direito a vaga em creche, por que a minha não tem? De quem é a responsabilidade nesse caso? Quem está desobedecendo a lei?
1. Se uma criança tem direito a vaga em creche, por que a minha não tem? De quem é a responsabilidade nesse caso? Quem está desobedecendo a lei?
Cabe a todos nós prezarmos pela observância das leis,
principalmente a que está transcrita no artigo 5º da Constituição Federal de
1988. Pedir punição a quem deve, compreender quando não podemos assumir um
direito quando desrespeitamos suas regras. Conhecer e aplicar isso é ser
educado. Isso é Educação.
O PRINCÍPIO
DA ISONOMIA
Mas se diz que o
PRINCÍPIO DA ISONOMIA rege a lei para os
iguais, será que em nossa sociedade somos todos iguais? Bem, na lei, sugere-se
que todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país são iguais perante a
lei, na sociedade, NA PRÁTICA,
parece que as coisas não são bem assim.
É que alguns acreditam ter mais direito do que outros
porque reconhecem que não são iguais a outro:
- O professor reconhece que não é igual ao aluno (E se acha superior)
- O diretor reconhece que não é igual ao professor (E se vê superior)
- O secretário de educação reconhece que não é igual ao diretor (E se proclama superior)
- O prefeito reconhece que não é igual ao secretário de educação (E executa-se como superior)
E nessa dança das cadeiras todos se esquecem de
despir dos títulos e lembrar a condição de igualdade proposta na lei. Somos
iguais na lei e na sociedade (devia ser) porque somos seres humanos e
participantes igualmente da elaboração da mesma lei.
SE
LEMBRARMOS DE CRISTO
“Se alguém quer ser o primeiro,
seja o último e o servo de todos”.
(Mc
9, 30-37)
Poderemos pensar diferente
e, a meu ver, da forma mais correta.
- O prefeito serve o secretário, pois foi o secretário quem votou nele. (nós também.).
- O secretário serve ao diretor, porque o diretor é quem mantém a obrigação do secretário em ordem (nós também).
- O diretor serve ao professor, porque é o professor quem executa o que o diretor espera (nós também).
- O professor serve aos alunos, porque sem esses últimos não existia professor.
Essa relação dá pra fazer
com pais e filhos, patrão e empregado, marido e esposa e quantas relações você,
querido leitor, possa querer fazer.
REVOLTA
Caro leitor, pode perceber
em minha escrita hoje a revolta que desfila em minhas palavras, nas entrelinhas
e nos não-ditos. Minha revolta é ver como a injustiça impera nas relações
humanas contemporâneas. E isso pra mim não é educação.
É isso.
Referências
Canto da Paz.
Princípio da Isonomia
Constituição da República
Entre Educador e Professor
RECANTO DAS LETRAS
sábado, 28 de julho de 2012
DONA CRISTINA PERDEU A MEMÓRIA
Dona Cristina perdeu a memória
Um saboroso e sensível encontro entre gerações mostra-nos o
lado importante da historicidade do homem, que preserva, através da
linguagem, seu conhecimento, vivência e
aprendizagem. A falta de memória de Dona Cristina cria vários tempos paralelos
que, aos poucos, Antônio vai tecendo e reconstituindo a história da grande
amiga.
Uma fórmula já usada por Ana Maria Machado em Bisa Bia, Bisa
Bel, que também comove e chama a atenção para essa importante relação que há
muito é esquecida por nossos contemporâneos.
Indico, sem medo, esse filme, para todas as idades. Como
instrumento pedagógico, entre outros conteúdos, trabalha-se temporalidade,
historicidade, fugacidade, relação entre hoje e ontem, passado e presente,
construção do futuro por meio do presente, relação entre sujeitos históricos de
tempo e espaços distintos, memória, objetos e sujeitos históricos, ponto de
vista de sujeitos históricos, ser humano como sujeito concreto, e não
idealizado, da sua temporalidade.
FICHA TÉCNICA
Dona Cristina perdeu
a memória
Gênero: Ficção
Subgênero: Comédia
Diretor: Ana Luiza Azevedo
Elenco: Lissy Brock, Pedro Tergolina
Duração: 13 min
Ano: 2002 Bitola: 35mm
País: Brasil Local
de Produção: RS
Cor: Colorido
Sinopse: Antônio, um
menino de 8 anos, descobre que sua vizinha Cristina, de 80, conta histórias
sempre diferentes sobre a sua vida, os nomes de seus parentes e os santos do
dia. E Dona Cristina acredita que Antônio pode ajudá-la a recuperar a memória
perdida.
Produção: Luciana Tomasi, Nora Goulart
Fotografia: Alex
Sernambi
Roteiro: Ana Luiza Azevedo, Jorge Furtado, Rosângela Cortinhas
Edição:
Giba Assis Brasil
Direção de Arte: Fiapo Barth
Trilha original: Gustavo
Finkler
Empresa(s) produtora(s): Casa de Cinema PoAFestivais
Festival Internacional de Curtas de São Paulo
Faixa Etária: Todas as idades
Nível de Ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental I,
Superior
FONTE: PORTAL CURTAS
Assinar:
Postagens (Atom)

